Não acreditem nas mentiras dele
Estou realmente preocupado com o que pode acontecer nos próximos anos aqui no Brasil se Flávio Bolsonaro ganhar as eleições. A extrema direita brasileira é elitista e prega um falso moralismo para conquistar espaço na mente dos incautos.
No entanto, eu não sou um apoiador do Lula. Tenho 39 anos de idade e me lembro do escândalo do mensalão e do propinoduto. Estou apoiando Lula no segundo turno a contragosto, porque prefiro ele a um cara que quer acabar com a democracia do país, que homenageia torturadores e é amigo de milicianos e assassinos.
Lembrem-se de que, no governo do pai dele, foram cortados investimentos em pesquisa e produção de conhecimento.

Os dois últimos governadores do estado do Rio de Janeiro são de direita. Um renunciou ao cargo antes de ser declarado inelegível por oito anos, em meio a acusações de abuso de poder político e econômico. O outro sofreu impeachment por causa de falcatruas na área da saúde durante a pandemia. Isso sem mencionar os anteriores, também de direita, que foram presos.
Digo isso para vocês entenderem que direita não é sinônimo de honestidade nem de eficiência.
A extrema direita governa apenas para empresários. E, antes que pensem que sou contra o empresariado brasileiro ou que odeio patrões, devo dizer que essa classe tem muita importância para o país. Afinal, empresários também geram trabalho e renda. O problema é que a extrema direita quer governar para os empresários em detrimento dos direitos conquistados pela classe trabalhadora.
Querem comparar o modelo de trabalho brasileiro, em um país de 526 anos, onde apenas 18,4% da população possui ensino superior e cerca de 90 milhões de pessoas não têm acesso sequer a tratamento de esgoto adequado, com o modelo americano de pagamento por hora e sem as mesmas garantias trabalhistas?
Isso em um país que, até 138 anos atrás, ainda explorava mão de obra escravizada e tinha leis que impediam negros, mesmo libertos, de frequentar faculdades.
Falta consciência de classe, falta letramento racial. Falta muita coisa.
O discurso covarde da extrema direita busca conquistar o trabalhador brasileiro com falso moralismo e declarações de honestidade, explorando o cansaço de um povo que já viu tantos escândalos de corrupção.
À primeira vista, parece que as coisas vão melhorar, que teremos mais poder de compra e uma espécie de liberdade para negociar diretamente com os empregadores. Mas o que está por trás dessa cortina de fumaça é um plano nefasto de enfraquecimento da democracia, desmonte de políticas públicas e cortes profundos no orçamento destinado à pesquisa acadêmica e à produção de conhecimento.
A estética da campanha de Flávio Bolsonaro e de seus comensais da morte é fascista e autoritária. Vocês viram a doida da Zanatta? Prestaram atenção nas falas da Eduarda Campopiano? A deputada, pasmem, mais votada entre as candidatas mulheres.
O que estamos prestes a ver é o desmoronamento de direitos conquistados à custa de muita luta e sangue.
No dia 25, vamos votar pela ciência, pela educação, pela arte e pela cultura. É isso que salva um país.
Acordem! A extrema direita ameaça a democracia brasileira. Não podemos esperar que seja tarde demais para perceber o que está em jogo.
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