Bye bye, Setembro
Estamos oficialmente no fim do ano! Dá pra acreditar? Parece que foi ontem que eu estava celebrando o ano novo na casa da minha mãe, em São José do Rio Preto. Outubro, pelo menos pra mim, já é contagem regressiva para o ano novo.
Mas ainda temos cerca de 90 dias pela frente e, em 90 dias, muita água ainda passa por debaixo da ponte.
Esse ano, pela primeira vez na vida, vou distribuir doces para as crianças do meu condomínio no Halloween. Aqui onde moramos acontece uma ação em que as crianças saem batendo em todos os apartamentos, de todos os blocos, para pedir doces. Acho muito bacana, porque é uma memória gostosa que eles vão levar pra vida inteira.
Ainda me lembro da minha infância na Região dos Lagos, no estado do Rio, catando doces de São Cosme e Damião pelo bairro. Nos anos 90, a gente conseguia, literalmente, encher um balde de doces. Era muito bom.
Vou tentar comprar doces decentes para distribuir para a molecada. Vou ver como andam os preços no supermercado. Vai ser o verdadeiro filme de terror.
Eu tenho passado por alguns problemas que não dá para expor aqui no blog. São coisas realmente íntimas e que precisam ficar do lado de dentro da minha vida. Não é nada de casamento, relacionamento ou qualquer coisa desse tipo. São questões práticas da vida adulta que fazem a gente olhar para algumas certezas de um jeito diferente.
Tenho pensado bastante sobre isso nas últimas semanas. E confesso que não tem sido fácil.
Decidi aceitar o destino e viver um dia de cada vez porque, quanto mais eu tento nadar pra me salvar, parece que mais eu me afogo. Então decidi deixar o destino agir um pouco. Vou fazer minha parte da melhor forma que eu puder (é o que eu tenho feito, ou pelo menos tentado, nesses últimos anos) com as ferramentas que eu tenho, e pronto. Não vou mais me torturar tentando controlar aquilo que não está nas minhas mãos.
Seja o que Deus quiser.
Mas é muito ruim ser a promessa da família. Ser aquele que parecia que ia chegar lá. Só que chegar lá onde?
Às vezes eu olho para a minha própria trajetória e tenho a sensação de que só arranhei a superfície do que eu poderia ter sido. E talvez essa seja uma das coisas mais difíceis de admitir para si mesmo. Será que esse sentimento faz parte do combo da crise dos 40?
A gente cresce ouvindo que vai longe, que tem potencial, que vai conseguir. E depois chega a vida adulta com seus boletos, responsabilidades, imprevistos e uma série de coisas que ninguém explica direito. De repente, você percebe que não existe um mapa dizendo exatamente onde deveria estar aos 30, aos 35, aos 40. É cada um por si e o governo contra todos.
Talvez eu tenha passado tempo demais tentando chegar a um lugar que nem sei direito onde fica.
Agora chega de baixo astral, como diz aquele samba que eu gosto: “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.
Vamos que vamos, porque outubro vai ser lindo.
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