Assim caminha a humanidade
Há uns dias o caso da menina que vendeu ilustração de IA como se fossem dela iniciou um debate na comunidade do entreblogs. Isso porque todos estamos cientes do fato de que não dá para fugir das inteligências artificiais, mas encontrar formas éticas de uso dessa ferramenta.
Na empresa onde eu trabalho já usamos IA massivamente para quase tudo, os desenvolvedores de software já quase não codam mais. Eu precisei ensinar a IA como funcionava a identidade visual da empresa, cores, imagens, fontes...para criar uma habilidade para IA gerar sozinha apresentações e relatórios já no padrão visual da marca.
Empresas estão substituindo equipes quase inteiras por IA, o que a longo prazo já sabemos que não vai gerar um resultado favorável para os negócios por ser algo extremamente caro e com diversas brechas de segurança de dados.
O Ellon Musk acredita em um futuro em que nem dinheiro e nem trabalho serão mais necessários para a humanidade. A IA vai trabalhar e gerar abundância para todos. Se isso vai acontecer mesmo ou não, eu não faço ideia, mas é assustador pensar no mundo vivendo essa realidade.
Eu me sinto completamente perdido nesse mar de informação e opiniões sobre IA, sinto que estou preparando um robô que daqui 1 ano ou dois vai me substituir no trabalho simplesmente porque algum diretor vai entender que se a IA faz então não precisamos do humano.
De outro lado tem os coachs de rede social dizendo que se você foi substituído por IA a culpa é sua que não conseguiu ser estratégico o suficiente e um simples robô foi capaz de roubar seu emprego. Isso está nos deixando ansiosos e depressivos.
O fazer está ficando obsoleto em quase todas as áreas, no jornalismo, no design, no desenvolvimento de software, na produção de textos, no cinema. Estamos tentando encontrar formas de nos adaptar, garantir nosso espaço e sobrevivência nesse mundo louco que construímos.
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