2007 ligou e mandou tocar Radiohead
Em 2007, no auge dos meus 20 anos, o Radiohead lançou aquele que, na minha humilde opinião, é o melhor álbum da carreira deles: In Rainbows.
Nessa época eu estava começando a explorar música de verdade. Saía garimpando bandas de rock alternativo, indie, pop rock e tudo o que aparecesse pelo caminho. Eu tinha o álbum inteiro no meu MP4 e escutava religiosamente todos os dias, no trajeto de ida e volta do trabalho.
Dezenove anos depois, aqui estou eu ouvindo esse mesmo disco.
Aliás, nesta semana tenho escutado In Rainbows diariamente. Se o Spotify soltasse minha cápsula sonora agora, acho que o Radiohead já teria garantido de lavada o título de artista mais ouvido de junho.
Minhas faixas favoritas continuam sendo House of Cards, Weird Fishes, Nude e Videotape. São aquelas músicas que me fazem olhar para o teto por alguns minutos e refletir sobre a vida, os relacionamentos, as escolhas que deram certo, as que deram errado e essa estranha experiência que é existir nessa bola azul flutuando no espaço.
O peso emocional das músicas do Radiohead sempre me provoca uma certa melancolia. Mas não aquela melancolia dramática que faz alguém querer pular da ponte Rio Niterói. É uma melancolia mais madura. Daquelas que aparecem quando você já viveu tempo suficiente para entender que a vida não é feita só de vitórias ou só de derrotas. É uma mistura meio bagunçada das duas coisas.
O mais curioso é que meu gosto musical nunca fez muito sentido. Na mesma playlist convivem harmoniosamente Chitãozinho & Xororó, Metallica, Radiohead, Alcione, música de igreja e qualquer outra coisa que eu esteja com vontade de ouvir naquele dia.
Um caos completo, mas meu.
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